***Antes de escrever cada post, acho que vou começar a escrever: "a pessoa que inspirou este post provavelmente não é alguma pessoa que você, caro (a) leitor (a), está imaginando. O mundo não tem apenas 3 pessoas (Graças a Deus!). Esforce-se um pouquinho e tenha um pensamento mais coerente. Você é inteligente. Não deveria ter esses pensamentos tão pequenos. Todo mundo tem passado. Inclusive você. E isso já basta para ter certeza de que o mundo tem mais gente do que o nosso foco nos faz imaginar".***
Um pouco mais de uma semana.
É esse o tempo que separa o hoje daquela noite. Não é engraçado pensar em aonde tudo foi parar? E pela primeira vez depois de muito tempo, eu gosto do resultado, e o lugar onde tudo parou é bom!
Você acha que eu não percebo o jeito furtivo com que você me olha? E isso não me incomoda. De maneira alguma! Pelo contrário... de um jeito estranho, eu me sinto segura quando você está por perto. E o tempo passa correndo quando isso acontece. Queria poder fazer parar, pelo menos um pouquinho, para a gente sorrir mais olhando um pro outro.
E não é engraçado que, quando estamos mais longe, é quando conversamos mais? Ah essas coisas de internet... começam com um "me adiciona, viu?" e termina salvando um reveillon que estava triste. E as madrugadas falando bobeiras, falando de outros, falando... até dormir.
Acho que não olho muito nos seus olhos por medo. Medo de querer ficar e não ir mais embora. Medo de estragar algo que está tão bom.
Você sabe o quanto acabo me incomodando quando alguns caras se aproximam demais e eu me irrito, né? Nem dei liberdade e o povo já quer ficar encostando em mim, aff! Mas você é diferente. Com você eu me sinto... segura? (!!!) Ok, não muito segura (um pouco receosa), mas me sinto bem.
Outro dia eu estava segurando meu livro do George (Harrison), lendo sobre a experiência dele com o LSD e de como ele descobriu que tudo faz parte de um inteiro, e de como ele passou a amar todas as coisas e pessoas ao seu redor e comecei a chorar. Aliás, estou chorando muito ultimamente (e agora!). Mas então... comecei a chorar pensando em você. Em quantas pessoas te adicionam por dia (são muuuuitas!) e imaginei quantas devem te mandar mensagens. Mas mesmo assim, você fala comigo. Eu sei que não sou a única, mas a gente já passou praticamente 1 mês inteiro (acho que até mais que isso) se falando todos os dias! =D
Tomara que isso dure bastante. Tomara que eu não sinta muito quando parar. Tomara que a gente possa continuar assim pelo tempo que precisar. Tomara que sempre que puder, eu veja seus olhinhos que parecem dizer: "Fica por perto!".
segunda-feira, 22 de abril de 2013
segunda-feira, 18 de março de 2013
Como se fosse para você
Tem dias que eu quero ficar tão bonita, mas tão bonita, como se fosse para você ver. Quero ser a mais linda da festa, mesmo que você não se importe, já que tem tanta gente bonita e interessante ao redor...
Mesmo de longe, com a possibilidade zero de você chegar a essa festa sem ser através de mim, queria poder te ver por lá. Então liguemos a máquina de improbabilidade e vem ver a lua comigo! Vem olhar a lua que está refletindo no meu olho. Aqui ela não está mais triste, mesmo quando chove do canto do olho e escorre até o queixo (antes que alguém interrompa esse caminho da lágrima).
Nem que seja por uma foto, você vai ver como eu fiquei bonita. Escute uma música do Chico Buarque (aquela, "olhos nos olhos") e veja que "eu passo bem demais". Contando nossos segredos para quem não poderia ser mais próximo de você. Vai pensando que fiz tudo isso como se fosse para você ver. Mesmo não sendo. Já foi, não é mais, e não voltará a ser para você.
Mesmo de longe, com a possibilidade zero de você chegar a essa festa sem ser através de mim, queria poder te ver por lá. Então liguemos a máquina de improbabilidade e vem ver a lua comigo! Vem olhar a lua que está refletindo no meu olho. Aqui ela não está mais triste, mesmo quando chove do canto do olho e escorre até o queixo (antes que alguém interrompa esse caminho da lágrima).
Nem que seja por uma foto, você vai ver como eu fiquei bonita. Escute uma música do Chico Buarque (aquela, "olhos nos olhos") e veja que "eu passo bem demais". Contando nossos segredos para quem não poderia ser mais próximo de você. Vai pensando que fiz tudo isso como se fosse para você ver. Mesmo não sendo. Já foi, não é mais, e não voltará a ser para você.
terça-feira, 5 de março de 2013
Enquanto ainda gosto de você
Lembro como se fosse ontem, aquele dia em que eu estava numa festa dessas, que a gente se mete sem ter noção das pessoas que estarão lá. Dessas que são divulgadas pela internet, com a temática mais estranha ainda: desencalhar pessoas que passaram o dia dos namorados sozinhas!
Falei para as minhas amigas que estava de boa, iria lá para dar risada. Mas já na porta eu vi um garoto de camisa xadrez. Estilinho interessante, barba legal e óculos preto. Estava na nossa frente na fila. Entramos.
Minhas amigas e eu estávamos lá, dançando as músicas de passinhos prontos, rindo pra caramba, até que resolvemos chamar uma cupida. O garoto da fila estava lá do outro lado, sentado no balcão, se balançando ao som de Jackson Five. Ele sumiu quando a cupida foi até lá. "Deve ser fumante, tudo bem? "Ok, não fumo, mas não tenho restrições....
A cupida o buscou. Do lado de lá, eu já tinha ganho pontos por ser loira, por estar com meu vestido vermelho que tinha uma flor, por estar dançando animadamente, na festa em que ele levou um bolo do amigo.
Mesmo assim, falando muito como de costume, não estava realmente com intenção de ficar com alguém. Eu ficaria lá curtindo, escutando a música, fazendo os passinhos... Não deveria ter confiado em uma cupida que bebe whisky...
Não deveria confiar porque deu tudo muito certo... teve beijo, teve bailinho, teve ele conquistando a confiança das minhas amigas, teve meu coração amolecendo ao escutá-lo que queria fazer aulas de dança comigo... Teve ele chamando o táxi para nós, perguntando se poderia pegar carona com a gente até o prédio dele, teve ele pedindo para eu mandar mensagem quando chegasse...
Lembro bem também de como eu falei pras minhas amigas "Será que eu poderei tirar a armadura?", enquanto ainda olhava para ele pelo vidro do carro.
E nesse tempo todo, já aconteceu tanta coisa legal... cada vez que vi o mesmo nome na tela do meu celular e meu coração disparou! Mas também ficou apertado tantas outras vezes... fosse por saudade que não poderia terminar pela distância, ou pelas nossas frequentes brigas.
Porra, não é bonito um casal que briga toda vez... Nem pode ser chamado de casal quando acontece isso. Não é casal sem ser... coisa alguma.
Pensando bem, nunca seríamos alguma coisa com "Nós". Não é uma porção de meses com discussões, observações da lua ou das janelas vizinhas pela varanda, carinhos trocados, que vai apagar ou fazer durar tudo isso. Um dia tudo acaba.
Mas sempre vou lembrar do pão de queijo feito para eu levar pro trabalho. Do pingado feito pra mim. Do beijo na testa antes de sair pro trabalho, puxando o cobertor pra me cobrir direito e dormir mais um pouco. Dos vários beijos que eu voltei pra pegar, enquanto o elevador não chegou. E quando chegou... que vá e volte, para pegar o próximo.
Guardemos só o que é bom. "Do que é ruim eu esqueço", não conto, não guardo. Porque a gente sempre terá a lua com cara de triste, com os olhinhos caídos, observando cada passo errado das pessoas que não aprendem com a vida.
Falei para as minhas amigas que estava de boa, iria lá para dar risada. Mas já na porta eu vi um garoto de camisa xadrez. Estilinho interessante, barba legal e óculos preto. Estava na nossa frente na fila. Entramos.
Minhas amigas e eu estávamos lá, dançando as músicas de passinhos prontos, rindo pra caramba, até que resolvemos chamar uma cupida. O garoto da fila estava lá do outro lado, sentado no balcão, se balançando ao som de Jackson Five. Ele sumiu quando a cupida foi até lá. "Deve ser fumante, tudo bem? "Ok, não fumo, mas não tenho restrições....
A cupida o buscou. Do lado de lá, eu já tinha ganho pontos por ser loira, por estar com meu vestido vermelho que tinha uma flor, por estar dançando animadamente, na festa em que ele levou um bolo do amigo.
Mesmo assim, falando muito como de costume, não estava realmente com intenção de ficar com alguém. Eu ficaria lá curtindo, escutando a música, fazendo os passinhos... Não deveria ter confiado em uma cupida que bebe whisky...
Não deveria confiar porque deu tudo muito certo... teve beijo, teve bailinho, teve ele conquistando a confiança das minhas amigas, teve meu coração amolecendo ao escutá-lo que queria fazer aulas de dança comigo... Teve ele chamando o táxi para nós, perguntando se poderia pegar carona com a gente até o prédio dele, teve ele pedindo para eu mandar mensagem quando chegasse...
Lembro bem também de como eu falei pras minhas amigas "Será que eu poderei tirar a armadura?", enquanto ainda olhava para ele pelo vidro do carro.
E nesse tempo todo, já aconteceu tanta coisa legal... cada vez que vi o mesmo nome na tela do meu celular e meu coração disparou! Mas também ficou apertado tantas outras vezes... fosse por saudade que não poderia terminar pela distância, ou pelas nossas frequentes brigas.
Porra, não é bonito um casal que briga toda vez... Nem pode ser chamado de casal quando acontece isso. Não é casal sem ser... coisa alguma.
Pensando bem, nunca seríamos alguma coisa com "Nós". Não é uma porção de meses com discussões, observações da lua ou das janelas vizinhas pela varanda, carinhos trocados, que vai apagar ou fazer durar tudo isso. Um dia tudo acaba.
Mas sempre vou lembrar do pão de queijo feito para eu levar pro trabalho. Do pingado feito pra mim. Do beijo na testa antes de sair pro trabalho, puxando o cobertor pra me cobrir direito e dormir mais um pouco. Dos vários beijos que eu voltei pra pegar, enquanto o elevador não chegou. E quando chegou... que vá e volte, para pegar o próximo.
Guardemos só o que é bom. "Do que é ruim eu esqueço", não conto, não guardo. Porque a gente sempre terá a lua com cara de triste, com os olhinhos caídos, observando cada passo errado das pessoas que não aprendem com a vida.
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
Um beijo
O que é um beijo pra você?
Há quem diga que é só o ato dos lábios se contraírem, resultando no barulho de "smack!", como aqueles que a gente lança de longe, sem ter a necessidade de encostar em algo ou em outros lábios.
Eu fiquei pensando mais sobre o significado do beijo. Há momentos em que beijo... é só um beijo. Só que o que eu estava pensando é quando o beijo não foi só um beijo. Mas O BEIJO.
Aquele beijo que faz você arrepiar seu corpo inteiro, por mais simples que ele tenha sido.
E beijo não se pede! Já me pediram beijo por me darem uma carona, e foi terrível. Meu beijo virou moeda agora? Mal "paguei" e fugi com a desculpa de "meu porteiro está olhando, tchau!".
Beijo não se pede porque há outros modos de ganhá-lo sem palavras, né? Aquela proximidade vagarosa da outra pessoa, os olhos alheios focando nossa boca, o hálito, a respiração... Aquela conversa ao pé do ouvido que resulta em uma mordida ao lado do rosto dele, os rostos que já estão muito perto e se movimentam, a barba arranhando o seu rosto ao "se afastarem ainda próximos", deslizam e se aproveitam... Os lábios se unem como se fosse parte do caminho, se separam, os olhos guardam esse segredo e cada um pega seu rumo.
Até que chega o dia em que te pedem um beijo, que você esperou receber desde o primeiro momento (há 6 semanas daquele dia), e você perde todas as suas convicções. Te pediram o beijo que você quis pedir. Da maneira mais doce e proibida que se pode pedir.
Você sentiu uma energia boa quando chegou perto da pessoa desde a primeira vez que seus olhos se cruzaram. As outras vezes que você viu a pessoa, de longe, os olhos não se alcançaram... Mas isso mudou depois de um mesa de bar. Vocês estavam no lugar certo, na hora certa, com passados "errados". As mãos, não me pergunte porquê, não conseguiam se largar na hora de se despedir. Você voltou pra casa feliz. Muito feliz. Sonhou com a pessoa durante dias. Deu o nome ao seu travesseiro.
Se encontraram novamente. Os sorrisos foram espontâneos, instantâneos, simultâneos. Aquela energia boa voltou! E mesmo a interferência de umas 200 pessoas ao redor não quebraram essa ligação. Se abraçaram, e aquela vontade de não largar mais gritou "volte aqui!" de ambas as partes. De longe se olharam, de longe se falaram. Quando já tinha esquecido, aquele imã invisível deu jeito de atrair esses dois polos.
Os olhos se cruzaram de novo. Dava para ver um brilho diferente, lá no fundo. Mesmo com o tempo apertado, chegaram à conclusão de que uns minutos a mais não trariam problemas. A gente não conta a parte de que tudo isso já era um problema. =X
Uns minutos, uma cerveja para cada. Os ponteiros correndo. As músicas tocando. A consciência chamando. A partida. A companhia até a porta. O pedido. As dúvidas. A consciência gritando. O "Desejo" pegando a "Consciência" pelos ombros, encostando-a na parede, gritando mais alto ainda "Faça-a calar a boca! Dá logo um beijo como esse!".
Mas não foi assim. Foi um pedido doce, aparentemente sincero. Tímido e educado. Por mais que soubesse que era errado, o pedido foi um beijo seu.
Então finalmente o beijo aconteceu.(o coração como a bateria do Smashing Pumpkins em "Muzzle"http://letras.mus.br/smashing-pumpkins/166947/traducao.html). Aquele misto de culpa, medo, desejo, vontade. O sentimento de estar flutuando. (Deve ter sido a cerveja!rs...). Outro beijo pedido (não roubado... Droga!) e a despedida. Sem promessas, sem certezas...
E agora esse beijo está guardado. Talvez para sempre.
Há quem diga que é só o ato dos lábios se contraírem, resultando no barulho de "smack!", como aqueles que a gente lança de longe, sem ter a necessidade de encostar em algo ou em outros lábios.
Eu fiquei pensando mais sobre o significado do beijo. Há momentos em que beijo... é só um beijo. Só que o que eu estava pensando é quando o beijo não foi só um beijo. Mas O BEIJO.
Aquele beijo que faz você arrepiar seu corpo inteiro, por mais simples que ele tenha sido.
E beijo não se pede! Já me pediram beijo por me darem uma carona, e foi terrível. Meu beijo virou moeda agora? Mal "paguei" e fugi com a desculpa de "meu porteiro está olhando, tchau!".
Beijo não se pede porque há outros modos de ganhá-lo sem palavras, né? Aquela proximidade vagarosa da outra pessoa, os olhos alheios focando nossa boca, o hálito, a respiração... Aquela conversa ao pé do ouvido que resulta em uma mordida ao lado do rosto dele, os rostos que já estão muito perto e se movimentam, a barba arranhando o seu rosto ao "se afastarem ainda próximos", deslizam e se aproveitam... Os lábios se unem como se fosse parte do caminho, se separam, os olhos guardam esse segredo e cada um pega seu rumo.
Até que chega o dia em que te pedem um beijo, que você esperou receber desde o primeiro momento (há 6 semanas daquele dia), e você perde todas as suas convicções. Te pediram o beijo que você quis pedir. Da maneira mais doce e proibida que se pode pedir.
Você sentiu uma energia boa quando chegou perto da pessoa desde a primeira vez que seus olhos se cruzaram. As outras vezes que você viu a pessoa, de longe, os olhos não se alcançaram... Mas isso mudou depois de um mesa de bar. Vocês estavam no lugar certo, na hora certa, com passados "errados". As mãos, não me pergunte porquê, não conseguiam se largar na hora de se despedir. Você voltou pra casa feliz. Muito feliz. Sonhou com a pessoa durante dias. Deu o nome ao seu travesseiro.
Se encontraram novamente. Os sorrisos foram espontâneos, instantâneos, simultâneos. Aquela energia boa voltou! E mesmo a interferência de umas 200 pessoas ao redor não quebraram essa ligação. Se abraçaram, e aquela vontade de não largar mais gritou "volte aqui!" de ambas as partes. De longe se olharam, de longe se falaram. Quando já tinha esquecido, aquele imã invisível deu jeito de atrair esses dois polos.
Os olhos se cruzaram de novo. Dava para ver um brilho diferente, lá no fundo. Mesmo com o tempo apertado, chegaram à conclusão de que uns minutos a mais não trariam problemas. A gente não conta a parte de que tudo isso já era um problema. =X
Uns minutos, uma cerveja para cada. Os ponteiros correndo. As músicas tocando. A consciência chamando. A partida. A companhia até a porta. O pedido. As dúvidas. A consciência gritando. O "Desejo" pegando a "Consciência" pelos ombros, encostando-a na parede, gritando mais alto ainda "Faça-a calar a boca! Dá logo um beijo como esse!".
Mas não foi assim. Foi um pedido doce, aparentemente sincero. Tímido e educado. Por mais que soubesse que era errado, o pedido foi um beijo seu.
Então finalmente o beijo aconteceu.(o coração como a bateria do Smashing Pumpkins em "Muzzle"http://letras.mus.br/smashing-pumpkins/166947/traducao.html). Aquele misto de culpa, medo, desejo, vontade. O sentimento de estar flutuando. (Deve ter sido a cerveja!rs...). Outro beijo pedido (não roubado... Droga!) e a despedida. Sem promessas, sem certezas...
E agora esse beijo está guardado. Talvez para sempre.
O amor...
Outro dia, eu encontrei o "amor". Era sexta-feira, chovia em São Paulo, e eu estava saindo apressada do trabalho.
Voltei para tentar encontrar alguma sacola grande na gaveta, que conseguisse proteger minha bolsa. Revirei sacos plásticos como se fossem sentimentos, leves e vazios, até que peguei algo mais pesado. O que era aquilo? Era o "Amor"!
Nem liguei, estava com pressa, pensando em tudo o que poderia acontecer mais tarde.
Tantas coisas pra cuidar! Saí andando enquanto tentava me lembrar há quando tempo "ele" estava perdido. Nossa... Acho que está desde o ano passado ele estava por aqui, mas eu nem me liguei! Pensei que já tinha ido pro lixo!
Muita coisa aconteceu. Olhares, sorrisos, abraços, olhares, encontros, abraços, despedidas, beijos, rostos queimando de vergonha e olhos brilhando de alegria. O coração transbordando de tudo, tentando separar o bom do errado e aquela pontinha de culpa!
Agora vejo... "o amor" estava mais seguro no fundo da gaveta do que dentro da minha bolsa. Era uma distância segura! Era para o bem do "amor"! Porque AMOR é uma paçoca doce e frágil, que não resiste muito à pressão, e logo fica amassado e esfarelando... Mas mesmo assim, não perde seu sabor! =D
sábado, 19 de janeiro de 2013
Um ano de solteirice
Todo mundo comemora data de namoro, casamento, nascimento... Posso comemorar minha solteirice também, né? 1 ano que eu faço as coisas que eu quero sem depender de outra pessoa, sem cobranças de ambas as partes. Estou em um relacionamento sério comigo mesma. Claro que conhecendo gente legal, outras nem tanto, mas simplesmente sendo feliz na minha companhia!
Lógico que nem todo relacionamento é assim (cheio de cobranças e insatisfações), tanto que tem um monte casais funcionando juntos por aí, mas quando as pessoas nos dizem que a gente tem que estar feliz com a gente mesmo, gostando da nossa companhia a gente não entende na hora, mas passando um tempo, vê que essa é uma das melhores verdades da vida.
Curtir a solteirice não significa "pegar geral". Significa fazer as coisas que você gosta, se colocar em primeiro lugar e depois pensar em agradar outras pessoas.
Viver em função de outra pessoa, dependendo de outra pessoa para decidir se vai sair mas acaba ficando em casa (ou o contrário) é bem cansativo, né? Precisa amar muito e estar disposto a ceder às vontades alheias e tem que ter um equilíbrio.
Claro que é legal ter alguém para andar de mãos dadas, receber elogios, ter com quem contar para estar do nosso lado para assistir um filme, andar na chuva ou viajar, mas amigos e amigas podem fazer isso por a gente também. E sem metade dos mimimi's.
Não namorar significa não criar expectativas na família apresentando alguém que pode não ficar por muito tempo! Se a pergunta "vc tem um namoradinho?" é irritante, "quando vcs vão casar?" é pior ainda!
E afinal, qual é o problema de alguém não querer ter um relacionamento sério? É errado? QUEM DISSE?
terça-feira, 20 de novembro de 2012
Aniversário alheio
O que vocês fariam para o aniversário de outras pessoas?
Eu seria capaz de fazer uma festa surpresa chamando os amigos mais próximos, ou aparecer ao encontro da pessoa com um cupcake e uma velinha, para comemorarmos juntos. Eu sei, isso são coisas que já fizeram por mim e, por ser tão legal e encantador, por causar tantos sentimentos bons, eu queria poder proporcionar isso a alguém.
Infelizmente não consigo fazer isso para todos os meus amigos (que realmente seriam pessoas que merecem homenagens assim), mas às vezes a gente escolhe pessoas na nossa vida pelo qual seríamos capazes disso e muito mais. Só que entra em questão o merecimento.
Por mim, se eu achasse que uma pessoa merecesse, lá estaria eu hoje, pós balada (já que era perto a balada e o tal apartamento), tocando o interfone e falando ao porteiro que queria ir para o terceiro andar, dar um puta abraço na pessoa e começar a fazer um bolo de sua preferência, apesar do mega sono que eu estava sentindo. É certeza, eu colocaria esse sentimento de "Quero te fazer feliz" acima do "Deixa eu dormir um pouquinho antes de qualquer coisa". Podem acreditar ou não, mas eu tenho essa (chata) mania de querer fazer as pessoas felizes. Digo chata porque muitas vezes eu faço isso passando por cima das minhas próprias necessidades, o que não é bom. Mas às vezes o resultado compensa. Nem sempre, eu sei.
Ou pior ainda!! Eu não teria ido para a balada, não teria encontrado um monte de gente legal, cantado mais de 20 músicas junto com as outras pessoas, e não seria o centro das atenções enquanto cantava "Paint in Black". Não teria feito isso por mim, porque teria feito algo maior por outra pessoa! Provavelmente eu iria para lá ontem à noite, para ter uma noite "incrível", de abraços e beijos no sofá, depois na cama, e momentos de nudez em sua varanda, olhando para janelas vizinhas e imaginando o que as pessoas devem estar fazendo àquela hora com a luz acesa, se alguém também está nos olhando furtivamente, enquanto ele fuma seu cigarro, depositando as cinzas em uma miniatura de hidrante vermelho.
"Poderia ter sido interessante", como diz a letra da música? Sim, poderia. Poderia ter beijos de parabéns e desejos de felicidade à meia noite, conchinha até os dois despertadores tocarem, com o tempo de desligá-los, trocar de posição e voltar a dormir.
Mas não teve isso. Teve a minha busca por uma padaria aberta aos primeiros raios do sol de uma manhã de feriado, subindo a Rua Augusta com pessoas que conheço há menos de um mês e que já estão me salvando a vida. Teve uma batalha contra o sono, tentando saber o caminho de volta pra casa tendo que fazer as adaptações via PAESE. Teve a minha mensagem de parabéns escrita vagarosamente (e mesmo assim tortamente) em um SMS que voltou, porque "A operadora não estava autorizada a concluir essa função" ou algo assim, e novamente o esforço para escrever direitinho, resumidamente, por saber que a pessoa não leria mais que as duas primeiras linhas.
E o simples fato de mandar uma inbox me faz lembrar que todas as nossas conversas dos últimos 2 meses e meio foram por esse meio. Tantos convites negados, de um lado ou de outro. Mensagens não respondidas, mesmo que lidas. De propósito ou sem querer. Por não ter o que dizer, por querer dizer muito, ou pelo silêncio ser a melhor resposta que poderíamos merecer.
Merecimento. É aí que eu queria chegar. Eu fiz o que merecia ser feito. Eu merecia ir a uma festa! Não que a pessoa não merecesse ter uma comemoração como a que eu disse... é muito cruel julgar e determinar o que uma pessoa merece ou não, porque ela pode fazer o mesmo conosco. Claro que a pessoa merece ter um dia ótimo, mas o detalhe é que não sou eu a responsável por isso, porque eu tenho que pensar na minha felicidade antes de fazer quem quer que seja feliz, e isso também significa tirar algumas pessoas da nossa vida, ou apenas reposicioná-las com outros sentidos em nossas vidas.
Eu seria capaz de fazer uma festa surpresa chamando os amigos mais próximos, ou aparecer ao encontro da pessoa com um cupcake e uma velinha, para comemorarmos juntos. Eu sei, isso são coisas que já fizeram por mim e, por ser tão legal e encantador, por causar tantos sentimentos bons, eu queria poder proporcionar isso a alguém.
Infelizmente não consigo fazer isso para todos os meus amigos (que realmente seriam pessoas que merecem homenagens assim), mas às vezes a gente escolhe pessoas na nossa vida pelo qual seríamos capazes disso e muito mais. Só que entra em questão o merecimento.
Por mim, se eu achasse que uma pessoa merecesse, lá estaria eu hoje, pós balada (já que era perto a balada e o tal apartamento), tocando o interfone e falando ao porteiro que queria ir para o terceiro andar, dar um puta abraço na pessoa e começar a fazer um bolo de sua preferência, apesar do mega sono que eu estava sentindo. É certeza, eu colocaria esse sentimento de "Quero te fazer feliz" acima do "Deixa eu dormir um pouquinho antes de qualquer coisa". Podem acreditar ou não, mas eu tenho essa (chata) mania de querer fazer as pessoas felizes. Digo chata porque muitas vezes eu faço isso passando por cima das minhas próprias necessidades, o que não é bom. Mas às vezes o resultado compensa. Nem sempre, eu sei.
Ou pior ainda!! Eu não teria ido para a balada, não teria encontrado um monte de gente legal, cantado mais de 20 músicas junto com as outras pessoas, e não seria o centro das atenções enquanto cantava "Paint in Black". Não teria feito isso por mim, porque teria feito algo maior por outra pessoa! Provavelmente eu iria para lá ontem à noite, para ter uma noite "incrível", de abraços e beijos no sofá, depois na cama, e momentos de nudez em sua varanda, olhando para janelas vizinhas e imaginando o que as pessoas devem estar fazendo àquela hora com a luz acesa, se alguém também está nos olhando furtivamente, enquanto ele fuma seu cigarro, depositando as cinzas em uma miniatura de hidrante vermelho.
"Poderia ter sido interessante", como diz a letra da música? Sim, poderia. Poderia ter beijos de parabéns e desejos de felicidade à meia noite, conchinha até os dois despertadores tocarem, com o tempo de desligá-los, trocar de posição e voltar a dormir.
Mas não teve isso. Teve a minha busca por uma padaria aberta aos primeiros raios do sol de uma manhã de feriado, subindo a Rua Augusta com pessoas que conheço há menos de um mês e que já estão me salvando a vida. Teve uma batalha contra o sono, tentando saber o caminho de volta pra casa tendo que fazer as adaptações via PAESE. Teve a minha mensagem de parabéns escrita vagarosamente (e mesmo assim tortamente) em um SMS que voltou, porque "A operadora não estava autorizada a concluir essa função" ou algo assim, e novamente o esforço para escrever direitinho, resumidamente, por saber que a pessoa não leria mais que as duas primeiras linhas.
E o simples fato de mandar uma inbox me faz lembrar que todas as nossas conversas dos últimos 2 meses e meio foram por esse meio. Tantos convites negados, de um lado ou de outro. Mensagens não respondidas, mesmo que lidas. De propósito ou sem querer. Por não ter o que dizer, por querer dizer muito, ou pelo silêncio ser a melhor resposta que poderíamos merecer.
Merecimento. É aí que eu queria chegar. Eu fiz o que merecia ser feito. Eu merecia ir a uma festa! Não que a pessoa não merecesse ter uma comemoração como a que eu disse... é muito cruel julgar e determinar o que uma pessoa merece ou não, porque ela pode fazer o mesmo conosco. Claro que a pessoa merece ter um dia ótimo, mas o detalhe é que não sou eu a responsável por isso, porque eu tenho que pensar na minha felicidade antes de fazer quem quer que seja feliz, e isso também significa tirar algumas pessoas da nossa vida, ou apenas reposicioná-las com outros sentidos em nossas vidas.
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