O que é um beijo pra você?
Há quem diga que é só o ato dos lábios se contraírem, resultando no barulho de "smack!", como aqueles que a gente lança de longe, sem ter a necessidade de encostar em algo ou em outros lábios.
Eu fiquei pensando mais sobre o significado do beijo. Há momentos em que beijo... é só um beijo. Só que o que eu estava pensando é quando o beijo não foi só um beijo. Mas O BEIJO.
Aquele beijo que faz você arrepiar seu corpo inteiro, por mais simples que ele tenha sido.
E beijo não se pede! Já me pediram beijo por me darem uma carona, e foi terrível. Meu beijo virou moeda agora? Mal "paguei" e fugi com a desculpa de "meu porteiro está olhando, tchau!".
Beijo não se pede porque há outros modos de ganhá-lo sem palavras, né? Aquela proximidade vagarosa da outra pessoa, os olhos alheios focando nossa boca, o hálito, a respiração... Aquela conversa ao pé do ouvido que resulta em uma mordida ao lado do rosto dele, os rostos que já estão muito perto e se movimentam, a barba arranhando o seu rosto ao "se afastarem ainda próximos", deslizam e se aproveitam... Os lábios se unem como se fosse parte do caminho, se separam, os olhos guardam esse segredo e cada um pega seu rumo.
Até que chega o dia em que te pedem um beijo, que você esperou receber desde o primeiro momento (há 6 semanas daquele dia), e você perde todas as suas convicções. Te pediram o beijo que você quis pedir. Da maneira mais doce e proibida que se pode pedir.
Você sentiu uma energia boa quando chegou perto da pessoa desde a primeira vez que seus olhos se cruzaram. As outras vezes que você viu a pessoa, de longe, os olhos não se alcançaram... Mas isso mudou depois de um mesa de bar. Vocês estavam no lugar certo, na hora certa, com passados "errados". As mãos, não me pergunte porquê, não conseguiam se largar na hora de se despedir. Você voltou pra casa feliz. Muito feliz. Sonhou com a pessoa durante dias. Deu o nome ao seu travesseiro.
Se encontraram novamente. Os sorrisos foram espontâneos, instantâneos, simultâneos. Aquela energia boa voltou! E mesmo a interferência de umas 200 pessoas ao redor não quebraram essa ligação. Se abraçaram, e aquela vontade de não largar mais gritou "volte aqui!" de ambas as partes. De longe se olharam, de longe se falaram. Quando já tinha esquecido, aquele imã invisível deu jeito de atrair esses dois polos.
Os olhos se cruzaram de novo. Dava para ver um brilho diferente, lá no fundo. Mesmo com o tempo apertado, chegaram à conclusão de que uns minutos a mais não trariam problemas. A gente não conta a parte de que tudo isso já era um problema. =X
Uns minutos, uma cerveja para cada. Os ponteiros correndo. As músicas tocando. A consciência chamando. A partida. A companhia até a porta. O pedido. As dúvidas. A consciência gritando. O "Desejo" pegando a "Consciência" pelos ombros, encostando-a na parede, gritando mais alto ainda "Faça-a calar a boca! Dá logo um beijo como esse!".
Mas não foi assim. Foi um pedido doce, aparentemente sincero. Tímido e educado. Por mais que soubesse que era errado, o pedido foi um beijo seu.
Então finalmente o beijo aconteceu.(o coração como a bateria do Smashing Pumpkins em "Muzzle"http://letras.mus.br/smashing-pumpkins/166947/traducao.html). Aquele misto de culpa, medo, desejo, vontade. O sentimento de estar flutuando. (Deve ter sido a cerveja!rs...). Outro beijo pedido (não roubado... Droga!) e a despedida. Sem promessas, sem certezas...
E agora esse beijo está guardado. Talvez para sempre.
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
O amor...
Outro dia, eu encontrei o "amor". Era sexta-feira, chovia em São Paulo, e eu estava saindo apressada do trabalho.
Voltei para tentar encontrar alguma sacola grande na gaveta, que conseguisse proteger minha bolsa. Revirei sacos plásticos como se fossem sentimentos, leves e vazios, até que peguei algo mais pesado. O que era aquilo? Era o "Amor"!
Nem liguei, estava com pressa, pensando em tudo o que poderia acontecer mais tarde.
Tantas coisas pra cuidar! Saí andando enquanto tentava me lembrar há quando tempo "ele" estava perdido. Nossa... Acho que está desde o ano passado ele estava por aqui, mas eu nem me liguei! Pensei que já tinha ido pro lixo!
Muita coisa aconteceu. Olhares, sorrisos, abraços, olhares, encontros, abraços, despedidas, beijos, rostos queimando de vergonha e olhos brilhando de alegria. O coração transbordando de tudo, tentando separar o bom do errado e aquela pontinha de culpa!
Agora vejo... "o amor" estava mais seguro no fundo da gaveta do que dentro da minha bolsa. Era uma distância segura! Era para o bem do "amor"! Porque AMOR é uma paçoca doce e frágil, que não resiste muito à pressão, e logo fica amassado e esfarelando... Mas mesmo assim, não perde seu sabor! =D
sábado, 19 de janeiro de 2013
Um ano de solteirice
Todo mundo comemora data de namoro, casamento, nascimento... Posso comemorar minha solteirice também, né? 1 ano que eu faço as coisas que eu quero sem depender de outra pessoa, sem cobranças de ambas as partes. Estou em um relacionamento sério comigo mesma. Claro que conhecendo gente legal, outras nem tanto, mas simplesmente sendo feliz na minha companhia!
Lógico que nem todo relacionamento é assim (cheio de cobranças e insatisfações), tanto que tem um monte casais funcionando juntos por aí, mas quando as pessoas nos dizem que a gente tem que estar feliz com a gente mesmo, gostando da nossa companhia a gente não entende na hora, mas passando um tempo, vê que essa é uma das melhores verdades da vida.
Curtir a solteirice não significa "pegar geral". Significa fazer as coisas que você gosta, se colocar em primeiro lugar e depois pensar em agradar outras pessoas.
Viver em função de outra pessoa, dependendo de outra pessoa para decidir se vai sair mas acaba ficando em casa (ou o contrário) é bem cansativo, né? Precisa amar muito e estar disposto a ceder às vontades alheias e tem que ter um equilíbrio.
Claro que é legal ter alguém para andar de mãos dadas, receber elogios, ter com quem contar para estar do nosso lado para assistir um filme, andar na chuva ou viajar, mas amigos e amigas podem fazer isso por a gente também. E sem metade dos mimimi's.
Não namorar significa não criar expectativas na família apresentando alguém que pode não ficar por muito tempo! Se a pergunta "vc tem um namoradinho?" é irritante, "quando vcs vão casar?" é pior ainda!
E afinal, qual é o problema de alguém não querer ter um relacionamento sério? É errado? QUEM DISSE?
terça-feira, 20 de novembro de 2012
Aniversário alheio
O que vocês fariam para o aniversário de outras pessoas?
Eu seria capaz de fazer uma festa surpresa chamando os amigos mais próximos, ou aparecer ao encontro da pessoa com um cupcake e uma velinha, para comemorarmos juntos. Eu sei, isso são coisas que já fizeram por mim e, por ser tão legal e encantador, por causar tantos sentimentos bons, eu queria poder proporcionar isso a alguém.
Infelizmente não consigo fazer isso para todos os meus amigos (que realmente seriam pessoas que merecem homenagens assim), mas às vezes a gente escolhe pessoas na nossa vida pelo qual seríamos capazes disso e muito mais. Só que entra em questão o merecimento.
Por mim, se eu achasse que uma pessoa merecesse, lá estaria eu hoje, pós balada (já que era perto a balada e o tal apartamento), tocando o interfone e falando ao porteiro que queria ir para o terceiro andar, dar um puta abraço na pessoa e começar a fazer um bolo de sua preferência, apesar do mega sono que eu estava sentindo. É certeza, eu colocaria esse sentimento de "Quero te fazer feliz" acima do "Deixa eu dormir um pouquinho antes de qualquer coisa". Podem acreditar ou não, mas eu tenho essa (chata) mania de querer fazer as pessoas felizes. Digo chata porque muitas vezes eu faço isso passando por cima das minhas próprias necessidades, o que não é bom. Mas às vezes o resultado compensa. Nem sempre, eu sei.
Ou pior ainda!! Eu não teria ido para a balada, não teria encontrado um monte de gente legal, cantado mais de 20 músicas junto com as outras pessoas, e não seria o centro das atenções enquanto cantava "Paint in Black". Não teria feito isso por mim, porque teria feito algo maior por outra pessoa! Provavelmente eu iria para lá ontem à noite, para ter uma noite "incrível", de abraços e beijos no sofá, depois na cama, e momentos de nudez em sua varanda, olhando para janelas vizinhas e imaginando o que as pessoas devem estar fazendo àquela hora com a luz acesa, se alguém também está nos olhando furtivamente, enquanto ele fuma seu cigarro, depositando as cinzas em uma miniatura de hidrante vermelho.
"Poderia ter sido interessante", como diz a letra da música? Sim, poderia. Poderia ter beijos de parabéns e desejos de felicidade à meia noite, conchinha até os dois despertadores tocarem, com o tempo de desligá-los, trocar de posição e voltar a dormir.
Mas não teve isso. Teve a minha busca por uma padaria aberta aos primeiros raios do sol de uma manhã de feriado, subindo a Rua Augusta com pessoas que conheço há menos de um mês e que já estão me salvando a vida. Teve uma batalha contra o sono, tentando saber o caminho de volta pra casa tendo que fazer as adaptações via PAESE. Teve a minha mensagem de parabéns escrita vagarosamente (e mesmo assim tortamente) em um SMS que voltou, porque "A operadora não estava autorizada a concluir essa função" ou algo assim, e novamente o esforço para escrever direitinho, resumidamente, por saber que a pessoa não leria mais que as duas primeiras linhas.
E o simples fato de mandar uma inbox me faz lembrar que todas as nossas conversas dos últimos 2 meses e meio foram por esse meio. Tantos convites negados, de um lado ou de outro. Mensagens não respondidas, mesmo que lidas. De propósito ou sem querer. Por não ter o que dizer, por querer dizer muito, ou pelo silêncio ser a melhor resposta que poderíamos merecer.
Merecimento. É aí que eu queria chegar. Eu fiz o que merecia ser feito. Eu merecia ir a uma festa! Não que a pessoa não merecesse ter uma comemoração como a que eu disse... é muito cruel julgar e determinar o que uma pessoa merece ou não, porque ela pode fazer o mesmo conosco. Claro que a pessoa merece ter um dia ótimo, mas o detalhe é que não sou eu a responsável por isso, porque eu tenho que pensar na minha felicidade antes de fazer quem quer que seja feliz, e isso também significa tirar algumas pessoas da nossa vida, ou apenas reposicioná-las com outros sentidos em nossas vidas.
Eu seria capaz de fazer uma festa surpresa chamando os amigos mais próximos, ou aparecer ao encontro da pessoa com um cupcake e uma velinha, para comemorarmos juntos. Eu sei, isso são coisas que já fizeram por mim e, por ser tão legal e encantador, por causar tantos sentimentos bons, eu queria poder proporcionar isso a alguém.
Infelizmente não consigo fazer isso para todos os meus amigos (que realmente seriam pessoas que merecem homenagens assim), mas às vezes a gente escolhe pessoas na nossa vida pelo qual seríamos capazes disso e muito mais. Só que entra em questão o merecimento.
Por mim, se eu achasse que uma pessoa merecesse, lá estaria eu hoje, pós balada (já que era perto a balada e o tal apartamento), tocando o interfone e falando ao porteiro que queria ir para o terceiro andar, dar um puta abraço na pessoa e começar a fazer um bolo de sua preferência, apesar do mega sono que eu estava sentindo. É certeza, eu colocaria esse sentimento de "Quero te fazer feliz" acima do "Deixa eu dormir um pouquinho antes de qualquer coisa". Podem acreditar ou não, mas eu tenho essa (chata) mania de querer fazer as pessoas felizes. Digo chata porque muitas vezes eu faço isso passando por cima das minhas próprias necessidades, o que não é bom. Mas às vezes o resultado compensa. Nem sempre, eu sei.
Ou pior ainda!! Eu não teria ido para a balada, não teria encontrado um monte de gente legal, cantado mais de 20 músicas junto com as outras pessoas, e não seria o centro das atenções enquanto cantava "Paint in Black". Não teria feito isso por mim, porque teria feito algo maior por outra pessoa! Provavelmente eu iria para lá ontem à noite, para ter uma noite "incrível", de abraços e beijos no sofá, depois na cama, e momentos de nudez em sua varanda, olhando para janelas vizinhas e imaginando o que as pessoas devem estar fazendo àquela hora com a luz acesa, se alguém também está nos olhando furtivamente, enquanto ele fuma seu cigarro, depositando as cinzas em uma miniatura de hidrante vermelho.
"Poderia ter sido interessante", como diz a letra da música? Sim, poderia. Poderia ter beijos de parabéns e desejos de felicidade à meia noite, conchinha até os dois despertadores tocarem, com o tempo de desligá-los, trocar de posição e voltar a dormir.
Mas não teve isso. Teve a minha busca por uma padaria aberta aos primeiros raios do sol de uma manhã de feriado, subindo a Rua Augusta com pessoas que conheço há menos de um mês e que já estão me salvando a vida. Teve uma batalha contra o sono, tentando saber o caminho de volta pra casa tendo que fazer as adaptações via PAESE. Teve a minha mensagem de parabéns escrita vagarosamente (e mesmo assim tortamente) em um SMS que voltou, porque "A operadora não estava autorizada a concluir essa função" ou algo assim, e novamente o esforço para escrever direitinho, resumidamente, por saber que a pessoa não leria mais que as duas primeiras linhas.
E o simples fato de mandar uma inbox me faz lembrar que todas as nossas conversas dos últimos 2 meses e meio foram por esse meio. Tantos convites negados, de um lado ou de outro. Mensagens não respondidas, mesmo que lidas. De propósito ou sem querer. Por não ter o que dizer, por querer dizer muito, ou pelo silêncio ser a melhor resposta que poderíamos merecer.
Merecimento. É aí que eu queria chegar. Eu fiz o que merecia ser feito. Eu merecia ir a uma festa! Não que a pessoa não merecesse ter uma comemoração como a que eu disse... é muito cruel julgar e determinar o que uma pessoa merece ou não, porque ela pode fazer o mesmo conosco. Claro que a pessoa merece ter um dia ótimo, mas o detalhe é que não sou eu a responsável por isso, porque eu tenho que pensar na minha felicidade antes de fazer quem quer que seja feliz, e isso também significa tirar algumas pessoas da nossa vida, ou apenas reposicioná-las com outros sentidos em nossas vidas.
domingo, 2 de setembro de 2012
O que não era meu...
Vendo as fotos mais recentes, enquanto as mesmas palavras ainda ecoam na minha memória, eu quase não o reconheço mais...
Todas aquelas mentiras, de que eu era tão sua, quando me dizia "linda loira da minha vida!", me faz pensar que sua vida é tão mentirosa... Tão mentirosa quanto a intensidade e a certeza que tínhamos de que nos conhecíamos bem. Mas também, o que são tantos anos em que não nos vimos pessoalmente mais que 10 vezes?
Ainda me embrulha o estômago lembrar de quando eu descobri que tudo era enganação. Mais uma vez, eu tão besta, acreditei que você me queria como eu o queria. Que sua vontade de receber minha visita existia. Que você teve que comprar "o edredom mais quente que conseguiu, para se esquentar nas noites de frio, já que eu não estava lá para fazer isso". Que você reparou em tantas pequenas mudanças em mim...
Agora eu vejo tantas grandes mudanças em você. Cadê sua barba falhada, seu cavanhaque? Cadê seus cachos? Esse corte de cabelo não está legal... me faz ver outra pessoa, uma que não era o meu "encantado".
Mesmo assim, ainda prefiro lembrar do dia em que te vi e te entreguei meu coração, quando te olhava com admiração. Quando nós éramos o que nunca fomos. Do tempo em que você já não era nada meu.
Todas aquelas mentiras, de que eu era tão sua, quando me dizia "linda loira da minha vida!", me faz pensar que sua vida é tão mentirosa... Tão mentirosa quanto a intensidade e a certeza que tínhamos de que nos conhecíamos bem. Mas também, o que são tantos anos em que não nos vimos pessoalmente mais que 10 vezes?
Ainda me embrulha o estômago lembrar de quando eu descobri que tudo era enganação. Mais uma vez, eu tão besta, acreditei que você me queria como eu o queria. Que sua vontade de receber minha visita existia. Que você teve que comprar "o edredom mais quente que conseguiu, para se esquentar nas noites de frio, já que eu não estava lá para fazer isso". Que você reparou em tantas pequenas mudanças em mim...
Agora eu vejo tantas grandes mudanças em você. Cadê sua barba falhada, seu cavanhaque? Cadê seus cachos? Esse corte de cabelo não está legal... me faz ver outra pessoa, uma que não era o meu "encantado".
Mesmo assim, ainda prefiro lembrar do dia em que te vi e te entreguei meu coração, quando te olhava com admiração. Quando nós éramos o que nunca fomos. Do tempo em que você já não era nada meu.
domingo, 29 de julho de 2012
Tudo o que eu não quero
Entre tantas coisas que a gente pensa que quer, sempre aparecem dúvidas. "Será que é isso mesmo que eu quero ser quando crescer?" E depois que cresce, "será que é isso que eu quero ser para o resto da vida?"
Com o coração, não é muito diferente: Eu quero ficar com fulano! Eu gosto dele! Eu gosto da sua beleza "exótica" (não é feio, só é diferente do "padrão de beleza que todo mundo gosta"), gosto das suas piadas inteligentes, da sua voz, do jeito ritmado em que as palavras saem da sua boca. Gosto do jeito que me olha, e até do jeito que ele segura o cigarro, coisa que eu não gosto. Gosto do jeito em que ele me conta suas histórias e estórias, de como fala as coisas como se eu não soubesse delas. Até do seu jeito de se achar superior, e de quando ele pára de falar, me olha de novo, e me puxa para perto dele.
Se vou querer ficar com ele para sempre? Não sei... nem dá para saber. Apesar de ser meio contrária à definição do meu signo (Áries), o horóscopo sempre diz "Os Arianos perdem o interesse rapidamente". (Pois é, eu ainda não perdi. E cada um dos caras que conheci vão pensar que esse texto é para ele, se é que algum dia chegarão até este blog).
Só sei de uma coisa: De TUDO O QUE EU NÃO QUERO.
- Não quero aprender seu endereço: para não lembrar de você quando fizer o mesmo caminho novamente.
- Não quero conhecer seus cachorros: e acabar me apegando, e até nele não poder fazer um carinho de "tchau, foi bom te conhecer!".
- Não quero saber da sua família: Se tem filhos, se não tem. Se sua mãe é legal pra caramba, e seu pai um ranzinza. Se sua avó é uma fofa, se a sua tia é louca. Conhecê-los então... nem pensar! Vai que sua priminha gosta de mim, e seu priminho quer que você me chame para jogar video game com ele? Melhor não...
- Não quero que cozinhe para mim: eu não sei cozinhar, e sei que vou ficar com saudades da sua comida quando estiver sozinha e com fome em casa. Não por interesse, mas porque cozinhar envolve todo o resto do processo. Desde a parte de eu te ajudar a cortar os legumes, ou só ir lavando a louça enquanto você cuida das panelas. E porque sempre vai tocar "When I'm 64" (dos Beatles, é claro!) na minha cabeça, mesmo que eu não a cantarole para o bem dos seus ouvidos.
- Não quero que me busque: no metrô, em casa ou no trabalho. A pé, de moto ou carro. Para não precisar lembrar dos lugares por onde passamos juntos, nem do sorriso que você dá ao me ver, em resposta ao meu. Não quero sentir saudades do abraço de boas vindas, de você fechando o capacete para mim (mesmo que seja fedido e velho!), nem da bagunça do seu carro.
- Não quero que me mande mensagens: porque não quero a agonia de esperar as respostas, mesmo que elas me façam sorrir.
E tudo isso, eu não quero. Não quero mesmo. Porque eu não sei por quanto tempo vai durar.
Podem dizer que não estou vivendo o momento, que não estou aproveitando os detalhes. Pode ser, mas deve existir outras coisas para subistituir tudo isso, mas que machuque menos, né?!
Com o coração, não é muito diferente: Eu quero ficar com fulano! Eu gosto dele! Eu gosto da sua beleza "exótica" (não é feio, só é diferente do "padrão de beleza que todo mundo gosta"), gosto das suas piadas inteligentes, da sua voz, do jeito ritmado em que as palavras saem da sua boca. Gosto do jeito que me olha, e até do jeito que ele segura o cigarro, coisa que eu não gosto. Gosto do jeito em que ele me conta suas histórias e estórias, de como fala as coisas como se eu não soubesse delas. Até do seu jeito de se achar superior, e de quando ele pára de falar, me olha de novo, e me puxa para perto dele.
Se vou querer ficar com ele para sempre? Não sei... nem dá para saber. Apesar de ser meio contrária à definição do meu signo (Áries), o horóscopo sempre diz "Os Arianos perdem o interesse rapidamente". (Pois é, eu ainda não perdi. E cada um dos caras que conheci vão pensar que esse texto é para ele, se é que algum dia chegarão até este blog).
Só sei de uma coisa: De TUDO O QUE EU NÃO QUERO.
- Não quero aprender seu endereço: para não lembrar de você quando fizer o mesmo caminho novamente.
- Não quero conhecer seus cachorros: e acabar me apegando, e até nele não poder fazer um carinho de "tchau, foi bom te conhecer!".
- Não quero saber da sua família: Se tem filhos, se não tem. Se sua mãe é legal pra caramba, e seu pai um ranzinza. Se sua avó é uma fofa, se a sua tia é louca. Conhecê-los então... nem pensar! Vai que sua priminha gosta de mim, e seu priminho quer que você me chame para jogar video game com ele? Melhor não...
- Não quero que cozinhe para mim: eu não sei cozinhar, e sei que vou ficar com saudades da sua comida quando estiver sozinha e com fome em casa. Não por interesse, mas porque cozinhar envolve todo o resto do processo. Desde a parte de eu te ajudar a cortar os legumes, ou só ir lavando a louça enquanto você cuida das panelas. E porque sempre vai tocar "When I'm 64" (dos Beatles, é claro!) na minha cabeça, mesmo que eu não a cantarole para o bem dos seus ouvidos.
- Não quero que me busque: no metrô, em casa ou no trabalho. A pé, de moto ou carro. Para não precisar lembrar dos lugares por onde passamos juntos, nem do sorriso que você dá ao me ver, em resposta ao meu. Não quero sentir saudades do abraço de boas vindas, de você fechando o capacete para mim (mesmo que seja fedido e velho!), nem da bagunça do seu carro.
- Não quero que me mande mensagens: porque não quero a agonia de esperar as respostas, mesmo que elas me façam sorrir.
E tudo isso, eu não quero. Não quero mesmo. Porque eu não sei por quanto tempo vai durar.
Podem dizer que não estou vivendo o momento, que não estou aproveitando os detalhes. Pode ser, mas deve existir outras coisas para subistituir tudo isso, mas que machuque menos, né?!
quarta-feira, 11 de julho de 2012
Assim, de repente...
**As vezes a gente escreve coisas boas, aproveitando o bom momento. Não importa o passado ou o futuro.**
Entre os cabelos ruivos (escuros, não laranja. Ou seriam castanhos mesmo?) há fios brancos e tem cachos.
Tem barba espaçada, não êh muito grande nem densa.
Tem o sorriso bonito, certinho (pelo o que eu me lembre). Acho que os dentes eram... finos? Estreitos, melhor dizendo.
É tão inteligente e observador que intimida. Me deixa quieta, e sem fala. Logo eu que sou essa matraca toda.
Se antecipa, acha que sabe das pessoas o mesmo tanto que sabe sobre os lugares que já visitou ou sobre a melhor maneira de organizar os móveis de um quarto. Pensa que o não querer ficar na sacada do prédio pode ser medo de altura.
Aquelas duas pessoas que se conheceram do nada, se falaram pouco nos meses seguintes, marcaram um passeio como velhos conhecidos, e andaram lado a lado como se nunca tivessem se visto.
E então, depois de um jantar com outros amigos nunca antes vistos, começaram a madrugada assistindo seriados não legendados, deitados cada um no canto extremo de um sofá.
E foi assim, de repente, que ele fez sinal para que ela chegasse mais perto.
Como é que ela fui parar no peito dele? Deitada ali, como se já se conhecessem há anos!
Enquanto na TV a Penny pensava se tinha acontecido alguma coisa no dia em que dormiu com o Raj (The Big Bang Theory), as 4 mãos faziam duas duplas carinhosas, com o polegar fazendo carinho no indicador de um lado, todos os dedos entrelaçados do outro.
Assim, ela pensava: "Ele tem os braços fortes, apesar de magro. Devem ser resultado das aulas de boxe. Abraça forte, como se estivesse me protegendo de algo, mesmo não havendo ameaças.Vai ver estava me protegendo dos meus possíveis pesadelos mais próximos (realmente próximos, geograficamente falando, "há um Shopping de distância"), sem saber."
Ele de Sagitário, nasceu dois anos antes no mesmo dia em que melhor amiga dela.
Nem sei se ele acredita nessas coisas, já que não acredita em céu e inferno.
Tem uma correntinha, mas qual era o pingente? Parece velho, gosta de jazz e acha que carro e futebol são coisas de menino, no sentido "criança" da palavra. Não gosta de escrever. Gosta das coisas com simetria. Tem óculos fininhos, redondos como os do John Lennon. Tem cara de filosofo. E de cantor de rock dos anos 80.
A barba dele faz cócegas na ponta do nariz dela. Dorme e acorda dando beijinhos, apertando-a no abraço.
E entre tantas lembranças que aquele bairro trás (mesma rua em que aconteceu a colação de grau da sua irmã, aquele prédio em que ela entrou pela garagem na garupa da moto, aquele hotel em que fez entrevista duas vezes, o outro prédio em que entrou várias vezes a trabalho, os restaurantes onde almoçava, o cheiro ruim do Rio Pinheiros, aquelas ruas...), a estação de trem ganhou outro significado com uma caminhada a pé no dia seguinte.
Entre os cabelos ruivos (escuros, não laranja. Ou seriam castanhos mesmo?) há fios brancos e tem cachos.
Tem barba espaçada, não êh muito grande nem densa.
Tem o sorriso bonito, certinho (pelo o que eu me lembre). Acho que os dentes eram... finos? Estreitos, melhor dizendo.
É tão inteligente e observador que intimida. Me deixa quieta, e sem fala. Logo eu que sou essa matraca toda.
Se antecipa, acha que sabe das pessoas o mesmo tanto que sabe sobre os lugares que já visitou ou sobre a melhor maneira de organizar os móveis de um quarto. Pensa que o não querer ficar na sacada do prédio pode ser medo de altura.
Aquelas duas pessoas que se conheceram do nada, se falaram pouco nos meses seguintes, marcaram um passeio como velhos conhecidos, e andaram lado a lado como se nunca tivessem se visto.
E então, depois de um jantar com outros amigos nunca antes vistos, começaram a madrugada assistindo seriados não legendados, deitados cada um no canto extremo de um sofá.
E foi assim, de repente, que ele fez sinal para que ela chegasse mais perto.
Como é que ela fui parar no peito dele? Deitada ali, como se já se conhecessem há anos!
Enquanto na TV a Penny pensava se tinha acontecido alguma coisa no dia em que dormiu com o Raj (The Big Bang Theory), as 4 mãos faziam duas duplas carinhosas, com o polegar fazendo carinho no indicador de um lado, todos os dedos entrelaçados do outro.
Assim, ela pensava: "Ele tem os braços fortes, apesar de magro. Devem ser resultado das aulas de boxe. Abraça forte, como se estivesse me protegendo de algo, mesmo não havendo ameaças.Vai ver estava me protegendo dos meus possíveis pesadelos mais próximos (realmente próximos, geograficamente falando, "há um Shopping de distância"), sem saber."
Ele de Sagitário, nasceu dois anos antes no mesmo dia em que melhor amiga dela.
Nem sei se ele acredita nessas coisas, já que não acredita em céu e inferno.
Tem uma correntinha, mas qual era o pingente? Parece velho, gosta de jazz e acha que carro e futebol são coisas de menino, no sentido "criança" da palavra. Não gosta de escrever. Gosta das coisas com simetria. Tem óculos fininhos, redondos como os do John Lennon. Tem cara de filosofo. E de cantor de rock dos anos 80.
A barba dele faz cócegas na ponta do nariz dela. Dorme e acorda dando beijinhos, apertando-a no abraço.
E entre tantas lembranças que aquele bairro trás (mesma rua em que aconteceu a colação de grau da sua irmã, aquele prédio em que ela entrou pela garagem na garupa da moto, aquele hotel em que fez entrevista duas vezes, o outro prédio em que entrou várias vezes a trabalho, os restaurantes onde almoçava, o cheiro ruim do Rio Pinheiros, aquelas ruas...), a estação de trem ganhou outro significado com uma caminhada a pé no dia seguinte.
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