Texto escrito em 19/12/2012:
Sonhei que ia rolar uma festa de confraternização da extinta VASP,
justamente para reabrir a empresa. A ideia deles era pegar os
estagiários da minha época (2004) e iniciar os trabalhos da empresa
novamente. A parte da festa não era bem uma festa, parecia mais um
grande treinamento, com as mesas onde trabalhávamos antes, mas os
computadores não eram aqueles antigos e o sistema também não era mais o
Zeus e suas letrinhas verdes! Foi legal pela parte de todo mundo se
reencontrar depois de tanto tempo e
tals, mas os planos da empresa foram por água abaixo porque até mesmo os
melhores atendentes daquela época já estavam de saco cheio de
atendimento telefônico e os que não compareceram à festa não foram
porque já tinham entrado em depressão depois de 8 anos ou mais
trabalhando com turismo, e tiveram um ataque de pânico ao receber tal
convite, quase como os veteranos de guerras, que ficam loucos por
lembrar de como foi na época em que a empresa faliu e recebíamos
milhares de ligações com reclamações, além de não recebermos os últimos
salários. Fim!
sábado, 19 de dezembro de 2015
terça-feira, 17 de novembro de 2015
Voltando 20 anos
(Esse texto é uma continuação do texto anterior)
Fato é que, depois de 20 anos sem brincar com uma máquina dessas, eu passei no shopping (que eu passo todos os dias, na volta do trabalho) com uma idéia fixa:" eu vou lá pegar uma ficha e tentar pegar um bichinho! E se eu pegar, eu vou doar! Ah, a quem eu quero enganar? Se eu ganhar, vai ser o meu troféu de 20 anos de frustração superada!".
Então cheguei lá, e não usam mais fichas. Usam cartão, e vc tem que pagar por ele também! Então escolhi a máquina de acordo com a pelúcia que parecia estar mais solta. Encarei um cocô emoji, que estava me olhando desde quando parei na porta do parque para localizar o caixa.
Passei o cartão. Movimentei lentamente o gaaarra (tem como não lembrar do Toy Story com isso?) até onde eu imaginei que era em cima do cocô. Conferi nas outras direções, depressa, antes que "o gaaarra" tivesse vida própria. Apertei o botão. O gaaarra desceu, em câmera lenta, e fechou seus dedos ao redor do cocô, em um abraço perfeito.
Meu coração acelerado, batendo na boca seca. Ainda em câmera lenta, ele se erguei 1cm e... TEC. O cocô e o garra ainda abraçados repousaram no monte de emocional de pelúcia , enquanto o mecanismo continuou a subir, foi em direção ao buraco de saída, e voltou a ficar inerte em sua posição inicial, ligado ao garra por um fio enrolado, como dos telefones dos anos 90.
Fiquei lá: parada, olhando, com a testa colada no vidro. E agora? Eu passo o cartão de novo pra puxar esse fio esticado?
Acordei do transe. Vi a direita, um pouco a frente, os funcionários do parque recarregando outra máquina.
E agora? E se eu for ali e o
OUTRA criança aparecer e pegar MEU cocô? (que já chamo de meu, porque está mantendo o contato visual ha mais tempo do que muita gente já manteve na vida! ).
Prometi voltar com ajuda, e chamei o funcionário, que chamou a supervisora (depois de analisar o cenário). Eles abriram a máquina e disseram "acho que quebramos a máquina quando a limpamos!". A supervisora olhou pros outros e disse "pessoal, a máquina quebrou! Eu mês sem salário!". Deixei escapar um "eita", e continuei olhando.
O rapaz ficou olhando para onde a garra deveria encaixar e tirou um pedaço de arame, eu acho. Disse que quebrou por dentro. A supervisora tirou a garra do cocô e o entregou na minha mão. "É seu, senhora! Desculpe e obrigada!".
Fiquei olhando pra ele na minha mão. Sorrindo que nem besta. Agradeci aos funcionários e andei pra uma outra máquina onde vi uma etiqueta de "Club penguin" e lembrei que meu sobrinho Pedro tem um jogo desses personagens. Tentei pegar, levantou pela touca do bicho, e ele escorregou, nem chegou perto da saída.
Mas tudo bem, porque minha sorte torta do dia foi usada pra eu conseguir meu querido cocô!
Fato é que, depois de 20 anos sem brincar com uma máquina dessas, eu passei no shopping (que eu passo todos os dias, na volta do trabalho) com uma idéia fixa:" eu vou lá pegar uma ficha e tentar pegar um bichinho! E se eu pegar, eu vou doar! Ah, a quem eu quero enganar? Se eu ganhar, vai ser o meu troféu de 20 anos de frustração superada!".
Então cheguei lá, e não usam mais fichas. Usam cartão, e vc tem que pagar por ele também! Então escolhi a máquina de acordo com a pelúcia que parecia estar mais solta. Encarei um cocô emoji, que estava me olhando desde quando parei na porta do parque para localizar o caixa.
Passei o cartão. Movimentei lentamente o gaaarra (tem como não lembrar do Toy Story com isso?) até onde eu imaginei que era em cima do cocô. Conferi nas outras direções, depressa, antes que "o gaaarra" tivesse vida própria. Apertei o botão. O gaaarra desceu, em câmera lenta, e fechou seus dedos ao redor do cocô, em um abraço perfeito.
Meu coração acelerado, batendo na boca seca. Ainda em câmera lenta, ele se erguei 1cm e... TEC. O cocô e o garra ainda abraçados repousaram no monte de emocional de pelúcia , enquanto o mecanismo continuou a subir, foi em direção ao buraco de saída, e voltou a ficar inerte em sua posição inicial, ligado ao garra por um fio enrolado, como dos telefones dos anos 90.
Fiquei lá: parada, olhando, com a testa colada no vidro. E agora? Eu passo o cartão de novo pra puxar esse fio esticado?
Acordei do transe. Vi a direita, um pouco a frente, os funcionários do parque recarregando outra máquina.
E agora? E se eu for ali e o
OUTRA criança aparecer e pegar MEU cocô? (que já chamo de meu, porque está mantendo o contato visual ha mais tempo do que muita gente já manteve na vida! ).
Prometi voltar com ajuda, e chamei o funcionário, que chamou a supervisora (depois de analisar o cenário). Eles abriram a máquina e disseram "acho que quebramos a máquina quando a limpamos!". A supervisora olhou pros outros e disse "pessoal, a máquina quebrou! Eu mês sem salário!". Deixei escapar um "eita", e continuei olhando.
O rapaz ficou olhando para onde a garra deveria encaixar e tirou um pedaço de arame, eu acho. Disse que quebrou por dentro. A supervisora tirou a garra do cocô e o entregou na minha mão. "É seu, senhora! Desculpe e obrigada!".
Fiquei olhando pra ele na minha mão. Sorrindo que nem besta. Agradeci aos funcionários e andei pra uma outra máquina onde vi uma etiqueta de "Club penguin" e lembrei que meu sobrinho Pedro tem um jogo desses personagens. Tentei pegar, levantou pela touca do bicho, e ele escorregou, nem chegou perto da saída.
Mas tudo bem, porque minha sorte torta do dia foi usada pra eu conseguir meu querido cocô!
quarta-feira, 4 de novembro de 2015
Trauma de infância
Um dia, certamente era um sábado. Como eu lembro? Eu lembro porque eu tinha que ir à missa, aos sábados, devido à catequese (e se eu não fosse, os coleguinhas de turma reparavam, a catequista puxava a orelha na, semana seguinte, e quase ninguém ia pela fé, mas isso é assunto para outro post).
Então lá estava a pequena Andressa, de 10 anos, que sempre babou pelas máquinas de bichinhos de pelúcia, à missa de sábado à tarde. Naquele dia, eu perguntei à minha mãe se ela deixaria eu brincar em uma daquelas máquinas. Mãos especificamente a que ficava na padaria.
Não me senti tocada pelo o que o padre disse, não lembro nem o que ele falou. Estava empolgada demais porque depois eu iria à padaria, né?
Então cheguei lá. Não lembro quanto custava cada ficha, mas chuto que custava 1 Real. Em um tempo que se pagava R$0,05 por um pão francês, acho que era por isso que minha mãe achava tão caro. Hoje, com 1 Real, você compra um pão. E um crédito de máquina de bichinhos custa R$5,20, mais R$2,00 pelo cartão.
Coloquei a ficha na máquina que eu não sabia como controlar, e apertei o botão ao mesmo tempo que tentei mexer a manivela, sem sucesso. A garra nem se mexeu, e já ficou indo pra cima e pra baixo na direção do buraco de saída.
Fiquei lá olhando pra cima e pra baixo, meu rosto refletindo assustado no vidro que segurava aquele monte de bichinhos coloridos.
Minha mãe perguntou o que aconteceu, eu só respondi "não sei!". Ela chamou o cara do caixa, e ele disse que não poderia fazer nada, que apertando o botão, fazia a garra abaixar e pronto. É... Ele poderia dar essa explicação antes, mas não deu. Analisando friamente, acho que essa foi uma das primeiras vezes na vida em que "se você não disser/perguntar, ninguém vai adivinhar". Não falei que não sabia mexer, o cara não adivinhou, minha mãe tbm não perguntou. Simples assim.
Simples assim como descer a rua até minha casa, escutando os berros de bronca da minha mãe, que nem usou o "quando a gente chegar em casa, a gente vai ter uma conversa séria". A conversa séria já começou no caminho mesmo, junto com meu choro.
Chegando em casa, estava passando o programa do Bolinha na TV. Meu pai estava na sala. Eu corri pro banheiro, tranquei a porta sancionada e continuei chorando, com medo de apanhar. Escutei meu pai perguntar o que aconteceu, e minha mãe gritar que eu enchi o saco dela pra comprar uma ficha pra aquela máquina e fazer tudo errado. Gastou dinheiro à toa , com essas merdas!
Lembro que eu demorei pra sair do banheiro, essó sai porque ela bateu muito na, porta e eu fiquei com medo dela quebrá - la (o que daria um prejuízo bem maior do que o da ficha), e depois disso eu esqueci. Só lembro que nunca mais tentei brincar na máquina, nem pedia mais. Se bobear, nem se me oferecessem eu brincaria. Mas não foi a última vez que corri pra me proteger no banheiro.
De bichinhos de pelúcia de máquinas, eu só tinha os que um amiguinho da escola me dava,porque ele era riquinho e cansava de pega-los, então acho que a mãe dele nem se importava com o que ele fazia com as coisas dele (ao contrário de mim, que até hoje tenho bonecas com suas caixas, e o reflexo de deixar as maquiagens nas caixas também, até que a caixa se desmanche na necessaire dentro da mochila).
Depois que eu cresci, até comprei alguns bichinhos sem precisar tentar na máquina. Comprei até bichinhos demais, reconheço. Depois parei.
Até que ontem chegou email do RH da empresa, falando de uma ação super legal de um dos nossos fornecedores, para tentarmos ganhar um mascote das olimpíadas no Rio. Só precisava postar uma foto com a hashtag #TAMJogosRio2016. Quando me falaram "vc ganha até 3 fichas! Mas só se postar no Facebook, Twitter e/ou instagram!", eu até brinquei : "posso postar no foursquare, swarm, blog... O que eles quiserem! Terei direito a mais fichas?rs...". Mas o máximo eram 3mesmo, ainda a, contragosto da mocinha que entregava as fichas, que olhou atravessada quase não, acreditando que eu tinha postado os 3 aplicativos.
Tentei a primeira e quase foi. Um bichinho que eu não sei o nome, mas que tem cabelo de folhas verdes. A garra pegou pelo corpinho, mas a cabeça dele é pesada e ele soltou. Na segunda ficha tentei outro, mas não, deu, e a terceira eu errei por excesso de zelo. Acabou o tempo e a garra desceu sozinha, sem subir mascote algum.
Fiquei lá olhando pra máquina e lembrando dessa história que eu contei agora. Que levou a outra. Quem quiser saber antes de eu postar aqui amanhã, pode procurar meu instagram @andy_michels e ver as legendas das fotos que postei. Aliás, descobri que mais gente teve trauma com essas máquinas na infância
Até amanhã!
Então lá estava a pequena Andressa, de 10 anos, que sempre babou pelas máquinas de bichinhos de pelúcia, à missa de sábado à tarde. Naquele dia, eu perguntei à minha mãe se ela deixaria eu brincar em uma daquelas máquinas. Mãos especificamente a que ficava na padaria.
Não me senti tocada pelo o que o padre disse, não lembro nem o que ele falou. Estava empolgada demais porque depois eu iria à padaria, né?
Então cheguei lá. Não lembro quanto custava cada ficha, mas chuto que custava 1 Real. Em um tempo que se pagava R$0,05 por um pão francês, acho que era por isso que minha mãe achava tão caro. Hoje, com 1 Real, você compra um pão. E um crédito de máquina de bichinhos custa R$5,20, mais R$2,00 pelo cartão.
Coloquei a ficha na máquina que eu não sabia como controlar, e apertei o botão ao mesmo tempo que tentei mexer a manivela, sem sucesso. A garra nem se mexeu, e já ficou indo pra cima e pra baixo na direção do buraco de saída.
Fiquei lá olhando pra cima e pra baixo, meu rosto refletindo assustado no vidro que segurava aquele monte de bichinhos coloridos.
Minha mãe perguntou o que aconteceu, eu só respondi "não sei!". Ela chamou o cara do caixa, e ele disse que não poderia fazer nada, que apertando o botão, fazia a garra abaixar e pronto. É... Ele poderia dar essa explicação antes, mas não deu. Analisando friamente, acho que essa foi uma das primeiras vezes na vida em que "se você não disser/perguntar, ninguém vai adivinhar". Não falei que não sabia mexer, o cara não adivinhou, minha mãe tbm não perguntou. Simples assim.
Simples assim como descer a rua até minha casa, escutando os berros de bronca da minha mãe, que nem usou o "quando a gente chegar em casa, a gente vai ter uma conversa séria". A conversa séria já começou no caminho mesmo, junto com meu choro.
Chegando em casa, estava passando o programa do Bolinha na TV. Meu pai estava na sala. Eu corri pro banheiro, tranquei a porta sancionada e continuei chorando, com medo de apanhar. Escutei meu pai perguntar o que aconteceu, e minha mãe gritar que eu enchi o saco dela pra comprar uma ficha pra aquela máquina e fazer tudo errado. Gastou dinheiro à toa , com essas merdas!
Lembro que eu demorei pra sair do banheiro, essó sai porque ela bateu muito na, porta e eu fiquei com medo dela quebrá - la (o que daria um prejuízo bem maior do que o da ficha), e depois disso eu esqueci. Só lembro que nunca mais tentei brincar na máquina, nem pedia mais. Se bobear, nem se me oferecessem eu brincaria. Mas não foi a última vez que corri pra me proteger no banheiro.
De bichinhos de pelúcia de máquinas, eu só tinha os que um amiguinho da escola me dava,porque ele era riquinho e cansava de pega-los, então acho que a mãe dele nem se importava com o que ele fazia com as coisas dele (ao contrário de mim, que até hoje tenho bonecas com suas caixas, e o reflexo de deixar as maquiagens nas caixas também, até que a caixa se desmanche na necessaire dentro da mochila).
Depois que eu cresci, até comprei alguns bichinhos sem precisar tentar na máquina. Comprei até bichinhos demais, reconheço. Depois parei.
Até que ontem chegou email do RH da empresa, falando de uma ação super legal de um dos nossos fornecedores, para tentarmos ganhar um mascote das olimpíadas no Rio. Só precisava postar uma foto com a hashtag #TAMJogosRio2016. Quando me falaram "vc ganha até 3 fichas! Mas só se postar no Facebook, Twitter e/ou instagram!", eu até brinquei : "posso postar no foursquare, swarm, blog... O que eles quiserem! Terei direito a mais fichas?rs...". Mas o máximo eram 3mesmo, ainda a, contragosto da mocinha que entregava as fichas, que olhou atravessada quase não, acreditando que eu tinha postado os 3 aplicativos.
Tentei a primeira e quase foi. Um bichinho que eu não sei o nome, mas que tem cabelo de folhas verdes. A garra pegou pelo corpinho, mas a cabeça dele é pesada e ele soltou. Na segunda ficha tentei outro, mas não, deu, e a terceira eu errei por excesso de zelo. Acabou o tempo e a garra desceu sozinha, sem subir mascote algum.
Fiquei lá olhando pra máquina e lembrando dessa história que eu contei agora. Que levou a outra. Quem quiser saber antes de eu postar aqui amanhã, pode procurar meu instagram @andy_michels e ver as legendas das fotos que postei. Aliás, descobri que mais gente teve trauma com essas máquinas na infância
Até amanhã!
domingo, 1 de novembro de 2015
#PAULISTA
Coisas que eu vejo na Avenida Paulista e que eu quero pra mim: eu estava
assistindo à apresentação daqueles meninos que dançam como o Michael
Jackson, em frente ao Center 3, e um casal recém-casado estava fazendo
as fotos pós cerimônia, antes da festa. O fotógrafo chegou dançando
perto dos meninos e falou para os noivos dançarem com eles, e eles
fizeram mais fotos. *_*
Pense na pessoa feliz fazendo Moon walker, se fosse comigo! kkk...
Se um dia eu casar, vou olhar pra câmera, limpar o nariz com as costas da mão e perguntar "Who's bad?"!
Pense na pessoa feliz fazendo Moon walker, se fosse comigo! kkk...
Se um dia eu casar, vou olhar pra câmera, limpar o nariz com as costas da mão e perguntar "Who's bad?"!
sábado, 12 de setembro de 2015
No aeroporto
Senti a maldade no coração da moça que trabalha naquela parte de detectores de metais quando vim para o portão de embarque: coloquei a bolsa na esteira e passei pelo aparelho. Ela falou pra eu voltar e tirar a touca...
Meu coração parou por alguns segundos, escutei um "tã dãaaaan" de final de capítulo, sabe como? (obrigada ao sonoplasta pelo timing certo! 😉).
*a câmera se aproximando lentamente. *pausa dramática.
(cabe uma tela dividida aqui: mantém a primeira câmera no meu rosto)
*câmera lenta acompanhando minha mão que vai até minha cabeça. (abre mais uma divisão da tela) e...
(cabe uma tela dividida aqui: mantém a primeira câmera no meu rosto)
*câmera lenta acompanhando minha mão que vai até minha cabeça. (abre mais uma divisão da tela) e...
OPÇÃO 1:
*a agente aeroportuária olhando com cara de satisfação.
*com um movimento rápido e certeiro, tiro a touca vermelha revelando cabelos macios (sedosos, que balançam lentamente como na propaganda da Elseve), a jogo na esteira, faço uma pirueta, passo novamente pelo detector de metais, dou um salto duplo por cima da esteira pegando a bolsa e a touca, olho pra câmera de segurança e pergunto "husbé?" ("who's Bad? ", em uma menção clara ao Michael Jackson).
*a agente aeroportuária olhando com cara de satisfação.
*com um movimento rápido e certeiro, tiro a touca vermelha revelando cabelos macios (sedosos, que balançam lentamente como na propaganda da Elseve), a jogo na esteira, faço uma pirueta, passo novamente pelo detector de metais, dou um salto duplo por cima da esteira pegando a bolsa e a touca, olho pra câmera de segurança e pergunto "husbé?" ("who's Bad? ", em uma menção clara ao Michael Jackson).
Ou OPÇÃO 2:
*Com um movimento rápido e uma pequena confusão, quase perguntando" moça, o que eu te fiz pra vc fazer isso comigo? Se tá ruim de touca, pior sem! Já passei pela máquina e não apitou! ",
*tiro a touca procurando uma bandeja para colocá - la dentro, não encontro, a jogo dentro da máquina, passo rapidamente, pego a bolsa (completamente derrotada, como nos piores momentos das personagens da Miriam Keyes), após revelar um emaranhado de cabelos com gel e meia calça velha.
*Fico esperando alguns segundos (que pareciam horas) até a touca aparecer do outro lado. Quando eu estava quase me jogando dentro da máquina para resgatar a touca, ela aparece e vai imediatamente de volta para a minha cabeça.
*Saio quase correndo, quase enfiando a bendita touca até o pescoço para cobrir o rosto, e fico pensando que a moça do check in era bem mais legal, e só não deixou levar a minha mala na cabine porque tem um tubo enorme de laque extra forte lá dentro.
*tiro a touca procurando uma bandeja para colocá - la dentro, não encontro, a jogo dentro da máquina, passo rapidamente, pego a bolsa (completamente derrotada, como nos piores momentos das personagens da Miriam Keyes), após revelar um emaranhado de cabelos com gel e meia calça velha.
*Fico esperando alguns segundos (que pareciam horas) até a touca aparecer do outro lado. Quando eu estava quase me jogando dentro da máquina para resgatar a touca, ela aparece e vai imediatamente de volta para a minha cabeça.
*Saio quase correndo, quase enfiando a bendita touca até o pescoço para cobrir o rosto, e fico pensando que a moça do check in era bem mais legal, e só não deixou levar a minha mala na cabine porque tem um tubo enorme de laque extra forte lá dentro.
E eu resolvi postar essa foto antes que saia coisa pior na Caras, né? 😁
Tudo isso
Eu sei que a gente não tem que ficar se comparando com ninguém, que somos pessoas únicas, com nossas qualidades e defeitos, e que eu deveria esquecer muita coisa. Mas o que eu fico pensando é: será que só eu estava feliz? Será que minha vida é que nem aquela música antiga, que diz "I started a Joke..." e depois o idiota via que ele era a piada? Poxa vida... Será que eu sou tão errada em querer fazer valer a pena? Não importa se por um dia, um final de semana, por meses (com ou sem intervalos). Caraleooooo. Que droga! Ah... Mas vc é tão bonita, inteligente, simpática, alegre, comunicativa, culta, tem rodinha nos pés, não pára o fds inteiro... tão chata, fala demais, fala de tudo, fala com todo mundo! Se fecha! Deixa alguma coisa pra gente descobrir. Tão boba... Tão infantil, vazia. Afinal de contas, quem é você? Que se contenta com qualquer coisa, né? Você é só tudo isso.
As porcarias que o "Hoje em dia" diz
Dai vc acorda tarde, liga a TV e os apresentadores estão falando de gravidez tardia, que a partir dos 30 anos é complicado engravidar e com 35 já é começa a ficar tarde para congelar os óvulos, que o "ideal" é tomar essa decisão aos 20 e poucos anos. Se com 30 eu não tenho certeza se quero ter filho, com 20 e poucos menos ainda, minha gente! E ainda deu tempo de escutar a "pérola" do César Filho, dizendo: "nunca é tarde, não é? Por exemplo, o Emerson Fitipaldi, tem uma filha de 40 e poucos anos e uma de 4 anos! Muito legal, né?". Oh seu imbecil: um homem pode ter filho com qualquer idade! E mesmo assim, vão olhar pra ele e falar "que bacana!". Além da pressão que as mulheres sofrem, escutando que estão dando mais valor à carreira, que não namoram, que isso, que aquilo, ainda é recriminada se engravida tarde, porque não vai ter pique, que "não é bonito" uma velha grávida e blablabla. Pior ainda se não quiser te filho, né? Vou voltar pro Netflix.
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