terça-feira, 14 de julho de 2015

O tempo que passa

Escrito em 14/07/2014

Tempo que passa e umas coisas que não esqueço. Não esqueço do primeiro almoço feito pra mim (era macarrão com frango, e sorvete de sobremesa!), do pão de queijo feito antes de eu ir trabalhar, e do beijo na testa, quando ele ia trabalhar. Lembro das brigas também, mas logo passava. Lembro das conversas na varanda, olhando para os prédios durante o dia, e para a lua ou as janelas durante a noite. (aquela noite, em que ele foi, NU, fumar um cigarro na varanda. E depois de ficar um tempo olhando aquela cena, fui lá e o abracei) Aquele ventinho gelado de madrugada. Aquele cobertor quentinho. O sofá. O tapete. As taças de vinho (fui eu quem dei!), o salaminho, o queijo e os descansos de copos (eram pequenos discos de vinil, muito estilosinho e moderno, que nem ele). E voltamos ao beijo na testa. Não tem nada de erótico em beijo na testa, mas é tão bom. Vai ver ele fazia isso com todas. Vai ver eu comecei a fazer isso com todos (comecei nada, nem alcanço todas as testas! Só dos baixinhos, queridinhos, bonitinhos). Mas e daí? Quando a gente pensa que esquece, vem um sonho sem noção e joga lembranças na nossa cabeça. Não é nada de mais, sabe? É só saudade de um tempo que passou, dos sentimentos, nem é da pessoa em si.
Vida que segue, que passa. Passa como eu passo todos os dias por aquele muro perto da estação.

domingo, 31 de maio de 2015

Das coisas que têm que ser registradas em todos os lugares possíveis e imagináveis

"Menina: você é a pessoa mais maravilhosa e mais filha da puta que eu conheço.
Augusto: eu não sei se me sinto puto ou lisonjeado?
Menina: apenas... Sinta!
Augusto: como?
Menina: por que você tem tanto medo de perder aquilo que ainda não tem?"
(da peça "tão longe...", do Paulinho Rocco)

"Você não cabe na minha filosofia.
Você não cabe nas minhas respostas.
Você é a pessoa de fácil acesso mais difícil que eu conheço.

Persoe as minhas análises.
DISTÂNCIAS... FRIEZAS.
Pausa.

("Rinocerontes não sentem saudades" - Paulinho Rocco)

Paulinho Rocco, meu dramaturgo favorito!

Momentos de parar o coração

*Estou curtindo o "recordações do Facebook" porque ele está me trazendo alguns textos que eu escrevi no passado e não tinha postado por aqui, mas agora o estou fazendo! Hoje veio mais um, do ano passado:

Poucas coisas na vida fazem nosso coração parar e nos deixam totalmente sem reação...
Eh uma sensação estranha, você esta vendo tudo acontecer, bem rápido, não te da tempo nem de pensar direito no que esta acontecendo, e puft!
O bom eh que as vezes tem uma boa alma que te diz que vai ficar tudo bem.
Experimente estar em uma loja de missangas, escolher cuidadosamente a cor que você quer levar, puxar cuidadosamente o saquinho debaixo de outros 3, ficar preocupada em não derrubar os de cima e ver o que você escolheu estourar na sua mão, fazendo dezenas de bolinhas azuis caírem no chão, batendo no seu pé, fazendo um barulho semelhante a chuva, e tudo isso em 10 segundos que mais pareciam 10 minutos... E você sem saber aonde enfiar a cara, ou se sai juntando todas as bolinhas, que logo começaram a ser chutadas e se espalharam pela loja.
Foi como se um anjo falasse comigo, quando a vendedora me falou "esquenta não, moça! Ta beleza! Fica na paz!". Devo ter ficado pálida e com cara de choro pra ela falar isso, ou isso acontece com mais frequência que eu imagino!

Observação de hoje: me senti como aquele menino do filme Amelie Poulin, que quer colocar todas as bolinhas de gude no bolso, mas o bolso estoura, sabe?

domingo, 24 de maio de 2015

#AndressaNaCozinha

Com o tempo a gente aprende a fazer caldo de legumes, sem precisar ser o de cubinho. E a colocar menos vinho no arroz arbóreo refogado. E que a cebola vem antes do alho na hora de refogar, porque alho frita mais rápido. E a derreter a manteiga antes de colocar azeite, porque o azeite ferve e a manteiga nem derreteu ainda. Eu sou assim: uma receita passada de trás pra frente, pra tentar fazer dar certo. #AndressaNaCozinha

Das coisas que acontecem comigo

Essa sou eu:
Saio de casa correndo, pensando "caramba, vou chegar atrasada pra peça da Juliana!"
Chego ao metrô Vila Madalena, pergunto pra moça que está na fila do Táxi "vai subir a Pompéia, ali perto do pronto socorro?". Ela disse que sim, o taxista passou reto e disse que não.
Desci correndo, fiz sinal pra outro táxi, está ocupado. Vejo um carro clássico com uma noiva e quase pergunto "moça, vc vai casar na Pompéia?", vejo que o noivo está junto e quase reformulo a pergunto "a festa de vcs será na, Pompéia? Vou ali ao lado! Me dá uma carona?", até que vejo outro táxi. Ele sobe a avenida, passa a Alfonso Bovero, chego na Cia Dom Caixote as 20:05, vejo o Thiago, pergunto "já começou?" e ele me diz "já!".
Eu com cara de poatz! E ele fala" claro que não, começa as 21h!".
Deu até tempo de ir ao mercado, passar em frente ao salão de festas, à igreja (e ver uma noiva com o pai se preparando pra entrar na igreja), e pensar de um dia eu vou fazer isso também. Claro que não com o pai, né, mas entrar na igreja, vestida de noiva e tals. Se eu não, consigo marcar nem uma comemoração de aniversário, vou ter festa de casamento?

Ligando para a Pizzaria

(Em 24 de maio de 2014, fazia a madrugada mais fria do ano)

Acho que acabei de quase esbarrar com a minha alma gêmea.
Ta bom... não eh bem esbarrar, porque eu não sai de casa, mas vai vendo:
Liguei na pizzaria, a moça pediu um momento porque estava em outra linha. Quando me atendeu e eu falei o sabor que eu quero, ela falou, surpresa:
"Nossa! Eu acabei de pegar um pedido com exatamente esse sabor! Meia Milho II com meia Palmito I!"
Até falei pra atendente: "me passe o endereço dessa pessoa, que eu vou la comer pizza junto! Kkk..."
Dai tocou a musiquinha do How I Met Your Mother na minha cabeça, aquela cena de comparação entre ir atrás da pessoa e pegar o bichinho na máquina do parque, mãos servindo a pizza, a mesma mão segurando na minha, minha mão sendo beijada e... Tá bom, vai... Ja misturei referências demais.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Dia do abraço (escrito em 2013)

E os abraços que você não vai receber mais, seja porque a pessoa não está mais nesse mundo, ou porque já não faz mais parte do SEU mundo?
E as pessoas que estão longe? Esse a gente prorroga um pouquinho e entrega quando elas chegarem.
Mas nada se compara ao abraço que você guarda, deseja entregar, a pessoa nem está tão longe assim, mas não vai poder dar...
"Quem quer, dá um jeito, quem não quer, dá desculpa". É o que a gente já está cansado de saber. Mas o que adianta o "abraço" ser de um lado só?
Abraço bom é aquele com vontade, dos dois lados. Vontade dos dois lados.
Por isso tem uma porção de gente que eu não quero abraçar. Parece que suga a minha energia.
Porque na verdade, o abraço é uma troca, né? Se a pessoa não tem o que oferecer, acaba levando o que você tem.